Zona de Interferência é um grupo que reúne artistas e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, que têm como propósito investigar o corpo, bem como as suas atuações, ocupações e possibilidades.
Criado em 2006, o Zona de Interferência, como o próprio nome indica, procura interferir nos espaços ocupados, questionando esta ocupação que o corpo assume em cada lugar assim como seus contornos, hábitos, padrões, limites, possibilidades.

foto de Lídia Frich
Formado por artistas de dança, das artes plásticas, do teatro, da música, psicologia, geografia e biologia, o grupo visa, através da diversidade de formações, ampliar entendimentos sobre nossa "morada-carne" e a partir daí buscar novas maneiras de ocupar o espaço, de interagir social e subjetivamente, de estar no mundo, habitar o planeta, atuar nas vias urbanas.
As principais linguagens artísticas utilizadas pelo grupo para se comunicar são a da performance e da dança. Através destas, outras linguagens são incorporadas, como a música, o vídeo, a palavra, a instalação de objetos cênicos no espaço de atuação, buscando uma intercomunicação entre os elementos disponíveis, resultando em um processo plástico, sempre em construção, e que a cada proposta de atuação se renova, através de novos diálogos e também da abertura para improvisações.
A proposta do grupo é investigar algumas construções dos espaços contemporâneos, como eles são concebidos, percebidos e utilizados pelos corpos que ali se encontram e, através da interação entre performers e público, discutir os espaços a partir do compartilhar, de sua mútua interferência, ampliando a contaminação de um pelo outro. A partir daí novas construções são visualizadas e sentidas, poéticas, feitas de imagens, sons, palavras, movimentos.
Em 2006, o Zona de Interferência atuou no Projeto "Improvisões - improvisações intermídias", com a performance "Entulhos: vazio abarrotado", apresentada no Teatro Marília, em Belo Horizonte. Em 2007, o trabalho do grupo se desenvolveu em torno da proposta de pesquisa do espaço, originando o espetáculo "De quem é meu espaço? Hipóteses em construção", apresentado na Universidade Federal de Belo Horizonte no XI Colóquio Internacional de Psicossociologia e Sociologia Clínica (abril, ainda como um “trabalho em progresso”), no Espaço Ambiente (novembro), no evento "O corpo fora do Corpo - exposição de arte e performance" realizado na Casa Freud (dezembro), na “Marcenaria: espaço de criações artísticas” (março de 2008), no Festival de Inverno de Ouro Preto (julho de 2008) e em Uberlândia (setembro).
Em 2008 o grupo foi contemplado pela Lei Municipal de Incentivo a Cultura de Belo Horizonte, para a construção do espetáculo/performance "Corpos subjetivos em espaços móveis", que se encontra em fase de montagem, com estréia prevista para março de 2009.
O Zona de Interferência é formado por Bruno Vilela, Daniel Furtado, Fabrício Amador, Felipe Carvalho, Jardel Sander, Marcelle Louzada, Maria Luísa Nogueira e Phillipe Lobo.

Corpos Subjetivos em Espaços Móveis(Grupo Zona de Interferência)
Local: Centro Cultural da UFMG - Av. Santos Dumont, 174. Centro. BH/MG
11 a 13/09; 18,19 e 20/9; sextas, às 20h, sábados e domingos, às 19h
Informações:(31)3409 - 1090 / (31) 8833 - 1317/ www.zonadeinterferencia.com zdi@zonadeinterferencia.com